Júlia Loyola – | Ensaio |

Falar sobre a Júlia deveria ser algo bem fácil.
Não digo isso pela sua beleza incontestável, mas sim por termos 26 anos de amizade. Mas confesso que está sendo bem difícil, pois não sei por onde começar.
Quem olha para essas fotos talvez não perceba, mas este foi o primeiro e único ensaio já feito por ela, o qual eu tive o privilégio de ser a fotógrafa.
Júlia quando pequena era um terror. Lembro que todas as besteiras que fiz, as vezes que fui expulsa de sala e os esporros mais fortes que tomei, estava em sua companhia. Fomos até separadas em nossas turmas no colégio porque ninguém nos aguentava juntas. Seu apelido, quando bebê, era tratorzinho! Quem diria que de tratorzinho iria evoluir para avião.



De sorriso fácil e muito falante, muitas vezes ela deixa de lado a vaidade e prefere sair com sua simplicidade, garantindo que seus acessórios naturais sejam aqueles que mais chamem a atenção.

É engraçado e mágico quando você, de repente, se dá conta que a sua melhor amiga-irmã – que te acompanha desde as fraldas – se torna uma mulher. Um mulherão, eu diria. Uma moleca disfarçada de furacão, que por onde passa deixa a sua forte marca e presença. Ela simplesmente conquista todos e isso é inegável. Menina que vira mulher. Mulher que vira menina. Você pode simplesmente ficar horas perdido dentro da imensidão de seus olhos verdes.

O amanhecer foi surrealmente lindo, prazeroso e único.
Assim como é nossa amizade. Obrigada natureza, obrigada dia, obrigada Júlia!

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